Ria Formosa ao pôr do Sol


Uma parte de mim sente-se sempre em casa quando estou no Algarve. Não só porque o bom tempo tem um indiscutível impacto positivo sobre mim, como a proximidade com o mar e a natureza me traz uma felicidade genuína que em Lisboa nem sempre consigo encontrar. O meu corpo habitua-se facilmente ao ritmo mais calmo que as férias impõem por isso, o regresso à capital me custe sempre um pouco.



Este ano (infelizmente) não consegui rumar a sul tantas vezes quanto desejava, mas a minha costela algarvia nunca me deixa ficar muito tempo longe daquelas águas quentes e mornas. Como diz Miguel Esteves Cardoso, "... no Algarve todas as praias são simples, sincera e objetivamente melhores. E mais: as outras praias portuguesas podem ser muito bonitas e interessantes e o raio-que-as-parta. Mas não são praias sempre boas, desde o princípio da manhã até à escuridão da noite. De Tavira a Monte Gordo é o paraíso. Perdoem-me, Cascais, Sintra e a Costa Vicentina, por não mentir".


Depois dos primeiros 15 dias de férias, que se passaram entre Algarve e Sevilha (sim, mais uma vez não resistimos a uma escapadinha pela Andaluzia) despedi-me da primeira fatia de férias com um passeio vagaroso pela bonita Ria Formosa que, mesmo em maré baixa, nunca perde o seu encanto.


E com a luz dourada do pôr do sol, um cheiro intenso a sal e maresia, e uma aragem suave e morna a bater no rosto, disse adeus ao Algarve, onde espero regressar em breve.

Imagens Homes in Colour

Sem comentários