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Sabe-nos bem a beleza
porque a sua dança volúvel
é o ritmo das nossas vidas.
Tagore

Santa Clara 1728, imagem via Silentliving.pt

Há uns dias atrás, ao abrir a Agenda Cultural de Lisboa, não podia ter ficado mais entusiasmada com a programação cultural deste mês, que conta com uma série de eventos relacionados com arquitetura, design e arte contemporânea que não quero mesmo perder, e que aproveito para partilhar convosco.


Santa Clara 1728, imagem via Silentliving.pt

Um deles, a Open House Lisboa, onde destaco três espaços que gostava de visitar:  o Santa Clara 1728, (do arquiteto Aires Mateus - imagens acima e abaixo); o Apartamento Chagas (do João Tiago Aguiar Arquitetos);  o Edifício Manchester  (da Rita Aguiar Rodrigues.Studio), e a Casa Caramelo em Santa Isabel (da Domitianus Arquitetura).


Santa Clara 1728, imagem via Silentliving.pt


Os outros eventos mais relacionados com arte contemporânea são a ARCO Lisboa, na Cordoaria Nacional, que regressa novamente a Lisboa para a sua 5º edição, e a Feira de Arte contemporânea JustLX, no Centro de Congressos de Lisboa, em Belém. Por isso, programas para os próximos fins de semana não faltam :)



Agora abaixo trago-vos o trabalho de duas artistas que acho muito bonito e interessante e duas peças de design/decoração que me despertaram a atenção recentemente e que adoro. 

Acho que também vão gostar.



1 | Os Vasos Esculturais da Emily Mullin


Através das sugestões do Instagram conheci recentemente o trabalho desta artista e fiquei imediatamente fã. Emily Mullin estudou pintura e escultura e foi prop stylist (o que se reflete bem nas suas peças mais recentes) e o seu trabalho consiste nestes incríveis vasos de cerâmica feitos à mão que posteriormente decora com flores frescas e depois expõe na parede em finas prateleiras de aço pintadas que funcionam quase como  pequenas janelas a emoldurar.



E acho super interessante e visualmente apelativo esta combinação de objectos orgânicos e funcionais que flutuam na parede como naturezas mortas tridimensionais, numa espécie de pequenas instalações cheias de vida, ritmo e cor. 



While the pieces refer to the tradition of still-life painting, they exist somewhere between the flat space of representation and reality.

Imagens Emily Mullin



2 |  O "Dancing Pendant" da Menu


Resultado de uma parceria entre dois jovens designers escandinavos - Boris Berlin e Alexsej Iskos - este Dancing Pendant da Menu é uma peça de design que adoro. Requintado mas com um toque lúdico, este candeeiro de teto tem a aparência de uma saia plissada em pleno movimento rotativo.


Design de Interiores Inventory Interior


Comprometidos com a sustentabilidade, o abat-jour é jeito em feltro, um material 100% reciclado, produzido essencialmente a partir de garrafas de água usadas.


Imagens via Pinterest


3 | O Tapetes Tribais da Miss Amara


Adoro tapetes (até porque há uns anos cheguei a trabalhar como designer numa empresa de tapetes e adorei a experiência ) e nos últimos tempos tenho andado à procura de um novo para o meu hall de entrada. 


Hoje em dia, encontrar tapetes giros a preços acessíveis não é difícil,  escolher entre tantas opções é que às vezes se torna complicado. Neste momento ando de olho em vários, nomeadamente este da Maisons du Monde  e este da La RedouteNo entanto, os que partilho hoje aqui não são de nenhuma dessas lojas, mas sim de uma marca australiana chamada Miss Amara que encontrei durante as minhas pesquisas online e que adorei.



Tapete CALATA , imagens via Miss Amara

Em juta, com desenhos de cariz tribal em algodão branco, acho estes tapetes maravilhosos (assim como uma série de outros disponíveis na loja online). Não fosse a distância e o preço talvez viessem parar cá a casa. 

à esquerda Tapete ARANDA , à direita tapete ABERA



4 | As pinturas da Adele Naidoo


Conheci o trabalho desta artista através dos projetos de interiores do Inventory Interior, que acho maravilhosos. Contemporâneos mas com um toque escandinavo, luminosos, clean e sempre com uma paleta de cores suaves, são verdadeiramente bonitos e inspiradores.



Num desses projetos, destacava-se numa parede uma pintura floral de grandes dimensões que imediatamente me chamou a atenção. E assim acabei por ir dar ao site da Adele e aí fiquei a admirar a beleza poética e romântica das suas telas e desenhos de cariz botânico.



Com um traço e estilo muito característico, adoro as suas telas originais repletas de textura e relevos resultantes da sobreposição de espessas camadas de tinta,  A preços mais acessíveis, ela vende também réplicas impressas em tela dos seus originais, não tão bonitas na minha opinião, mas a custo bem mais simpático e apelativo.



Se gostaram, podem segui-la no Instagram onde por vezes publica alguns vídeos a pintar e onde se vê bem a organicidade das suas pinturas e a espessura das suas tintas que conferem uma tridimensionalidade às suas flores, que parecem ganhar ainda mais vida.

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If you must start somewhere, right here and now
is the best place imaginable.
Richelle E. Goodrich

Fotografia Ana Antunes


Escrevi este post no domingo passado (dia 26) após as festividades de Natal, dia em que decidi fazer uma coisa que não fazia há meses: ficar o dia inteiro em casa, de pijama, a ler, dormir, a escrever e a descansar. Para alguém ligeiramente hiperativo como eu, este não seria à partida o programa mais apelativo, mas a chuva lá fora não estava particularmente convidativa, e o calor aconchegante do meu sofá (aliado a uma preguiça descomunal que me deu nesse dia) falaram mais alto.


E ainda bem que assim foi. Porque finalmente consegui escrever mais um post.


Também acabei por terminar de ler um livro que tinha comprado na Feira do Livro deste ano - o "Consolo da Filosofia", de Alain de Botton - que por acaso não me tocou particularmente (comparado com outros livros do mesmo autor de quem sou uma verdadeira admiradora) mas que me ensinou algumas coisas novas e interessantes sobre alguns dos nossos filósofos mais importantes.


Imagem via Alvhem

No entanto, escrever este post foi, na verdade, uma das melhores partes (tinha mesmo saudades de escrever), logo a seguir às sestas longas e prolongadas, que me ajudaram a fazer um reset e a recuperar energias após a azáfama das últimas semanas de trabalho no atelier.


Almost everything will work again
if you unplug it for a few minutes.
Including you.

- A N N E  L A M O T T 

No livro "Steal Like and Artist"Austin Kleon diz que devemos escrever o livro que gostaríamos de ler, fazer a arte que gostaríamos de ver no mundo, compôr a música que gostaríamos de ouvir, criar os produtos que gostaríamos de usar.


Fotografia Sofia Sustelo


E foi com essa ideia em mente que comecei a escrever este post, não só para me incentivar a mim própria, mas a todos aqueles que no próximo ano também sonham começar algo novo.

(no final de o ter escrito, também me apercebi que este seria um post que certamente teria gostado de ler quando há 4 anos iniciei o meu projeto de cerâmica , e me sentia ligeiramente perdida, confusa e sem saber bem por onde começar).


Por isso espero que gostem e que ele vos inspire!


Começar, Agora


O começo de um novo ano é sempre uma boa oportunidade de começar algo novo.


E começar com humildade, generosidade, paciência e esperança é sempre uma boa forma de começar.


Mas começar algo novo é muitas vezes subestimado. No entanto, é sempre bom começar pequeno e começar agora, do que começar grande e começar depois. 


(não deixemos para os próximos anos aquilo que podemos começar agora).


Com a vantagem de que não precisamos de começar de forma perfeita. Podemos simplesmente começar, e depois ver onde o caminho nos leva.


Start small. Start now.

S E T H  G O D I N


Imagem via Pinterest

Podemos começar inadequadamente, sem grande preparação (porque na verdade nunca estamos verdadeiramente preparados).

Mas comecemos.


Com a humildade de quem não tem certezas e a empolgação de quem sabe que é possível.


É possível se criarmos algo que valha a pena ser criado.


Se inventarmos uma história que valha a pena a pena ser contada.


Se gerarmos uma contribuição que acrescente valor à vida.


Jarra Sophia, brevemente disponível na loja online  |   Foto Ana Antunes


Porquê Começar?

Porque começar algo novo tem a ver com abrir a nossa vida a novas possibilidades. Com explorar novas fronteiras. Com a possibilidade de nos expandirmos (pode dentro e por fora).

Projetos novos falam sobre a possibilidade de uma vida nova e de um mundo melhor.

Fala sobre fazer mudanças acontecer.

Como Começar?


Ousando.

Ouvindo o que a nossa intuição / coração nos sussurra.

Tendo fé no que temos e esperança naquilo que talvez teremos.

Entregando a alma ao desconhecido.


Em 2022 podemos criar algo novo, real e importante.

O que gostarias de criar?


Fotografia Sofia Sustelo

Começar algo novo em 2022

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