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Cerâmica, uma História de Amor


Tal como em todas as histórias de amor, é difícil explicar com precisão quando e como aconteceu (métricas, números e estatísticas são sempre aquelas áreas que o amor gosta de fintar). Apenas sei que aconteceu. Ou melhor, que foi acontecendo. Também sei, como diz Anais Nin nesta frase que partilhei há uns dias no Instagram, que não fui à procura deste amor.  Ele simplesmente, encontrou-me.

No entanto, quando a vida nos faz este tipo de propostas não nos deixa refém delas. Dá-nos sempre a liberdade de escolha: podemos dizer que sim (que queremos vivenciá-las) ou dizer que não.  A escolha é sempre nossa.

E eu decidi aceitar esta (com todos os riscos, desafios, alegrias e por vezes algumas tristezas que ela tem implicado).

Tealights e Flores de Cerâmica Homes in Colour
(as flores poder ser utilizadas como suporte para incenso
ou como peça decorativa)

Se não amamos, não temos grandes tristezas
mas também não temos grandes alegrias.
É como se não estivéssemos vivos.


Mas na verdade, não houve aqui nenhum casamento (nem nunca haverá).  Pelo que também nunca existirá nenhum divórcio. Estaremos juntos (eu e a cerâmica) enquanto nos apetecer e fizer sentido. E neste momento faz-me mais sentido do que nunca (tal como este blog).

Bolsa da Slow

E um dos motivos é que sinto que através da cerâmica dou a minha contribuição de beleza ao mundo (que hoje percebo que foi uma coisa que sempre procurei na minha vida mas que nunca soube bem como materializar).

Numa época em que proliferam demasiados objetos e imagens desprovidos de sentido e beleza estética,  sinto uma necessidade cada vez maior de criar coisas belas e que façam sentido.

Ilustração Mazurca

Outro motivo, é que através da cerâmica  sinto que estou também a contribuir para o desaceleramento  da minha própria vida (e da do mundo)  Queixamo-nos que tudo passa demasiado rápido, que o tempo voa, que a vida passa num piscar de olhos. E esquecemo-nos que somos nós próprios que estamos a criar e gerar velocidade neste mundo contra o qual nos acabamos por insurgir.

A fazemo-lo através do consumo rápido e descartável, da produção em série e em massa, de politicas de crescimento que incitam à rapidez e velocidade (entre muitas outras coisas).

Livro - Moldura do Depois

E por isso, cada vez mais sinto que gosto da minha escala pequena, mas humanizada. Deste regressar ao handmade. De fazer cada peça à mão. Com tempo, Com alegria. Com dedicação.  

E ao fazê-lo posso estar ligeiramente a remar contra a maré (não tem problema, gosto sempre de um pequeno desafio) mas não sinto que esteja a travar nenhuma batalha contra nada nem ninguém.

Fotografias Homes in Colour

Apenas dou a minha contribuição para o mundo que gostaria de criar e no qual gosto de viver.

E é esse o poder de uma história de amor.

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