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Afeiçoarmo-nos ao Tempo

Fotografia Homes in Colour

O meu blog tem quase seis anos de existência (completa a meia dúzia no próximo mês). Neste espaço de tempo passou por várias fases e transformações (exatamente como eu) e as suas mudanças são um reflexo das minhas. O seu layout alterou-se algumas vezes (hoje acho que está mais bonito que em qualquer umas das versões anteriores), e gosto de acreditar que os seus conteúdos também melhoraram e evoluíram.


Em questões de criatividade e talento,
o tempo aperfeiçoa e revela.

Passados estes anos, o que me faz continuar é, para além de uma grande paixão, a crença genuína que o bom design, a arte e a beleza elevam-nos, nutrem-nos e melhoram a nossa vida, interligando o nosso bem-estar físico e espiritual. Coisas bonitas fazem bem à alma e ajudam a dar um sentido à vida.

Fotografia via Stadshem

Há um ditado popular que gosta de equiparar o tempo ao dinheiro, e que nos tem transformado aos poucos numa personagem semelhante ao coelho branco da Alice no País das Maravilhas, sempre atrasado.

Mas perder tempo não é como gastar dinheiro. 
Se o tempo fosse dinheiro, o dinheiro seria tempo. 
E não é. O tempo é muito mais valioso. 

- M I G U E L   E S T E V E S   C A R D O S O


Quando morremos, acaba-se o tempo que tivemos e não há forma de comprar mais. Por isso, mais vale afeiçoarmo-nos ao tempo que ao dinheiro, e ter consciência que em muitos aspetos ele funciona a nosso favor e não contra nós.

(Se há coisas na vida que nem o tempo resolve, há muitas outras que só o tempo tem a capacidade de resolver. Há que deixar o tempo fazer o seu trabalho, que ninguém pode fazer por ele.)

Fotografia Homes in Colour |  Tealight disponível aqui


Tento assim seguir os conselhos de quem percebe disto um pouco mais que eu:


Deve fazer-se com a vida como se faz com o presunto, ou com o queijo ou com as azeitonas. A vida em si é crua e, a não ser as partes mais frescas que devem ser comidas imediatamente, precisa de ser curada. Não adianta estar sempre a espreitar a ver se "já está". Nunca está. Só está quando estiver. E, para mais, é prejudicada pelo ar que entra por causa das constantes espreitadelas - Miguel Esteves Cardoso


(todos sabemos que esperar é difícil e requer trabalho e disciplina. É uma aprendizagem que se vai fazendo).

                                                                                  Fotografia via Stadshem

Por isso, faço um esforço para não me esquecer que:

  • o tempo é a minha única fortuna e que por isso deve ser bem estimado.

  • que o posso gerir como quiser e que o devo fazer sabiamente (tal como tento fazer com o dinheiro ou outras áreas da vida).

  • que a única maneira de comprar tempo é precisar de menos dinheiro para viver, para passar menos tempo a ganhá-lo.

  • e que as únicas coisas em que vale a pena gastá-lo é naquelas que gostamos verdadeiramente, nos realizam e fazem bem.

O tempo é nosso. Afeiçoemo-nos a ele.

Fotografia Homes in Colour

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