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4 coisas que me inspiraram este mês #1

4 coisas que me inspiraram este mês #1

Como partilhei convosco neste post, um dos meus objetivos para este ano é publicar dois posts por mês aqui no blog, por isso cá estou eu, com o segundo deste mês, em que decidi fazer um pequeno apanhado de algumas das coisas que mais me inspiraram em Fevereiro, que nos presenteou com uns bonitos e simpáticos dias de sol.

E uma das primeiras coisas que gostaria de partilhar, tem a ver justamente com o último post que escrevi, em que falo dos prazeres da vida analógica, nomeadamente o prazer de escrever à mão, que tenho vindo a redescobrir nos últimos tempos. E é uma marca portuguesa de estacionário que descobri recentemente, chamada Inusitado, da qual me tornei não só fã, como cliente.


1 | Os Cadernos da Inusitado

Descobri a marca no ano passado, um pouco por acaso, num dia em que fui repôr stock das minhas peças na loja Depozito x Portugal Manual , e fiquei um pouco a explorar o espaço, que é mesmo especial e tem uma luz maravilhosa. E assim que vi os cadernos e postais da Inusitado, gostei imediatamente. 

Fotografias Inusitado

E na semana passada, quando lá fui repôr novamente stock, fiquei a namorar de novo os produtos da marca, e descobri, pela primeira vez, os seus cadernos de capa dura, que achei lindos. Tanto a nível das cores, como dos tecidos das capas, o lettring dourado gravado, a textura do papel, etc..São mesmo muito bonitos e elegantes,  e só não trouxe um comigo porque tenho primeiro que terminar o que já estou a usar.

"We write to taste life twice: in the moment and in retrospect." Anais Nin


Fotografia Inusitado

No entanto, acabei por trazer o caderno abaixo, mais fininho, quadriculado, pois acho que me vai ser útil para uns desenhos geométricos que preciso de fazer. E apesar de ainda não o ter usado, está em cima da minha secretária do atelier, e só de olhar para ele, sinto-me feliz.


Caderno "Sistema", qadriculado


2 |  As Peças em cerâmica da Armi Teva

Sabem quando descobrem o trabalho de alguém que gostariam de ter sido vocês a fazer? Pois bem, aconteceu-me isso este mês quando, numa das minhas incursões pelo Pinterest, descobri o trabalho de uma artista finlandesa que achei, simplesmente, espetacular. Chama-se Armi Teva, e faz trabalhos  entre a cerâmica, o vidro e a ilustração, explorando a fronteira entre o objecto utilitário e a escultura poética.



Unidas por um estilo lúdico e uma paleta de cores muito bonita, as suas peças de parede em cerâmica, que sugerem rostos femininos de expressões suaves e enigmáticas envoltas em flores, numa fusão com a natureza, são mesmo as minhas preferidas.



Se gostam de cerâmica artística, vale a pena acompanhar o seu trabalho no Instagram e ver o behind the scenes de como algumas destas peças são feitas.


3 | O Filme Hamnet

Vi o Hamnet no fim de semana passado, e foi dos filmes mais bonitos e emocionantes que vi nos últimos tempos.  Inspirado no romance de Maggie O'Farrell, Hamnet é uma história poderosa sobre amor, perda, luto e memória, que nos envolve por completo.

Apesar de ser uma narrativa ficcionada em torno da família de William Shakespeare, a história centra-se sobretudo em Agnes, a mulher de Shaskespeare (que existiu efetivamente), e na forma como enfrenta a dor da perda de um dos seus três filhos.


Jessie Buckley, faz um dos melhores papéis que vi 
até hoje em cinema, e ganhou o BAFTA de Melhor Atriz com o seu desempenho

E não é só a história é forte e poderosa, como toda a estética do filme é maravilhosa. Hamnet faz lembrar um quadro antigo, onde a natureza surge como uma força poderosa e inevitável, que envolve e liga os personagens.

É um filme que fala sobre a fragilidade da vida, mas também da sua capacidade de ecoar no tempo através da arte e da escrita. E com isso recorda-nos que a arte pode nascer de momentos de dor, mas também da necessidade profunda de transformar o invisível em algo belo e tangível, como nos mostra a belíssima e comovente gargalhada final da Agnes.



Há muito tempo que não me emocionava tanto num filme, e por isso digo que este é um filme para quem não tem medo de sentir muito. Imperdível.


4 | Entrevista de Mel Robbins a Cal Newport

E por fim,, partilho um episódio de um podcast que ouvi (das dezenas de podcasts que oiço todos os meses no atelier enquanto trabalho), e que também achei bastante interessante. É uma entrevista da Mel Robbins a Cal Newport,  professor na Georgetown University e autor norte-americano conhecido pelo seu trabalho sobre foco, produtividade e vida digital intencional.  Cal Newport defende que a capacidade de concentração profunda se tornou rara e, precisamente por isso, extremamente valiosa. 


Mel Robbins e Cal Newport

Vivemos num ambiente digital desenhado para fragmentar constantemente o nosso foco, através de notificações, redes sociais e da cultura de disponibilidade permanente. E o problema, segundo ele, não é apenas o tempo que passamos ao telemóvel, mas a interrupção constante do pensamento, que impede o cérebro de entrar num estado de verdadeira concentração e produtividade.

"Doing fewer things but doing them well has to be recipe for a deeper life." Cal Newport

Cal Newport reforça o conceito de “trabalho profundo”, que desenvolve no livro Deep Work: que se prende com a capacidade de trabalhar de forma concentrada, sem distrações, em tarefas cognitivamente exigentes. E é esse tipo de trabalho que gera valor real, criatividade e diferenciação profissional. Gostei bastante e recomendo também.



Espero que tenham gostado deste post

um abraço, e até já,

Sofia

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